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Anos de ouro para o e-commerce
 
Essa é uma pergunta com várias respostas, cada uma delas seguindo diferente opiniões, mas todas conduzindo a um só lugar - o resultado.

Imagine-se em um futuro em que você, ao invés de ir ao shopping comprar roupas, agende a visita de um vendedor em sua casa. Pelo site da loja, você escolhe as peças que lhe agradam, o tamanho e variações de cores desejadas, marca a visita do vendedor no melhor horário e na comodidade do seu lar, experimenta as roupas e só leva aquelas que que interessarem. Dependendo das facilidades oferecidas pela loja, você ainda poderia, através de um Chat com um atendente, pechinchar os preços e as melhores formas de pagamento. E todo o negócio poderia ser fechado tanto do computador, quanto do palm top, do telefone celular, da televisão digital ou qualquer outro aparelho que tiver acesso a rede mundial de computadores.

Apesar de soar futurista, a previsão torna-se cada vez mais concreta. Segundo João Antônio Zuffo, autor do livro A Sociedade e a Economia no Novo Milênio, daqui a dez anos, as transações via internet, sejam elas comerciais ou não, crescerão em até 10 mil vezes, em função tanto do aumento da capacidade da rede quanto nas novas tecnologias de acesso á internet. Segundo o autor, até 2014, a capacidade dos microcomputadores crescerá mil vezes e um adulto chegara a consumir ate 30 Gbytes de informações por dia.

As empresas já estão de olho no novo filão. Segundo a consultoria Gartner Group, até 2008, 60% das maiores empresas do mundo vão investir em transações via internet como uma forma de complementar os negócios ou até mesmo substituir transações feitas pela via comercial, sejam elas entre empresas (Business-to-Business B2B) ou entre a empresa e o consumidor (Business-to-Consumer B2C). As especialistas crêem que, com a velocidade que a internet vai adquirir nos próximos anos, com a popularização da banda larga e redes wireless, mais o desenvolvimento dos softwares de segurança, o comércio eletrônico vai deixar de ser privilégio de consumidores das classes A e B.

No caso do Brasil, o crescimento do e-commerce e flagrante. Segundo previsão da Câmara Brasileira de Comercio Eletrônico (Camara-e.net), até o final deste ano, o e-commerce deve movimentar ate R$ 2,3 milhões, o que representa um crescimento de 47% em relação ao faturamento do ano passado. Segundo dados da consultoria e-bit, consultoria especializada em comercio eletrônico, nos últimos quatro anos, o comercio eletrônico cresceu a taxas de 30% a 50% ao ano e tudo indica que tem fôlego para continuar crescendo nesse ritmo até o final desta década, segundo estimativas. "Creio que o Brasil tenha até o final da década, mais de 50 milhões de usuários da internet, o que representa um potencial mercado consumidor", afirma o professor Humberto Torres Marques Neto, do Departamento da Ciência da Computação da PUC Minas.

USABILIDADE

Para explorar esse mercado incipiente, as empresas estão apostando em sites mais atraentes e de boa navegabilidade e em uma logística eficiente na distribuição dos produtos. "Hoje, o site de compras deve transformar o visitante em clientes. Para isso, as empresas investem na criação de sites atrativos, com texto objetivo e de fácil navegação", explica o professor de e-commerce Dailton Felipini, da Universidade lbirapuera, de São Paulo. Além disso, as investem em uma logística eficiente na entrega dos produtos que garantam entregas dentro do prazo previsto e na segurança dos sites. "Cada vez mais, o consumidor se sente mais seguro nas compras online", acrescenta.

No caso brasileiro, o comércio eletrônico tende a crescer e se popularizar com a expansão da internet banda larga. Com as novas regras que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) definiu para a prestação de serviços de internet rápida, a competição entre as companhias telefônicas que prestam o serviço tende a crescer e, junto com elas, o preço das assinaturas. "A tendência, inclusive, é que as companhias parem de cobrar pelo provedor e só cobrem pelo fornecimento de conteúdo. Já há decisões judiciais nesse sentido", explica Humberto Torres Marques Neto.

E com as novas tecnologias de segurança, a tendência é que o consumidor se sinta cada vez mais atraído a comprar pela internet. "Hoje em dia, a segurança que a internet oferece pode ser considerada maior do que a oferecida por um shopping, onde o cliente pode ser assaltado no estacionamento", ressalta Dalton Felipini.
 
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